A MÉDIA GLOBAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA CATARINENSE: DESAFIOS E CONTRIBUIÇÕES PARA A PRÁTICA E FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA SÓROR ANGÉLICA - SÃO LOURENÇO DO OESTE – SC
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28977Palavras-chave:
Governança Pública. Gestão Pública. Accountability. Transparência.Resumo
Este artigo analisa como a política de Média Global vem sendo vivida no cotidiano da Escola de Educação Básica Sóror Angélica, em São Lourenço do Oeste (SC), e de que modo influencia a avaliação da aprendizagem e a formação continuada dos professores do Ensino Médio. Partindo da compreensão de que avaliar não é apenas atribuir notas, mas tomar decisões que afetam trajetórias escolares e projetos de vida, o artigo buscou iluminar tensões, avanços e contradições que atravessam a implementação da Média Global na rede catarinense, tomando a escola investigada como recorte concreto dessa realidade. O artigo vai apresentar a pesquisa qual adotou abordagem qualitativa, com inspiração na pesquisa-ação, e foi desenvolvida ao longo de cinco meses. A produção dos dados envolveu observação com diário de campo em situações de sala de aula e de conselho de classe, entrevistas semiestruturadas e questionário diagnóstico aplicados a 12 professores. As informações foram organizadas em categorias que contemplaram a compreensão da política, os impactos na prática avaliativa, os dilemas e contradições vividos pelos docentes, as lacunas na formação inicial e continuada e as propostas elaboradas pelos próprios professores para ressignificar a avaliação e o uso da Média Global. Os resultados indicam que a Média Global é amplamente conhecida em sua dimensão técnica, mas ainda pouco apropriada em seu sentido pedagógico, aparecendo muitas vezes associada apenas ao fechamento de notas e às decisões de aprovação e reprovação. Ao mesmo tempo, emergem movimentos importantes em direção a uma avaliação mais formativa, especialmente quando a escola cria espaços de estudo, partilha e reflexão sobre as práticas avaliativas. Como desdobramento, foi elaborado um plano de formação continuada construído a partir das necessidades e sugestões do coletivo docente. Conclui-se que ressignificar a avaliação e a Média Global exige não apenas uma política definida em norma, mas condições para que os professores se reconheçam como sujeitos da prática e da reflexão, em um movimento coletivo de construção de uma cultura avaliativa mais justa, humanizada e comprometida com a aprendizagem de todos..
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