CORPO PRESENTE, MENTE AUSENTE: UMA ANÁLISE QUALITATIVA DO PRESENTEÍSMO NA PERCEPÇÃO DE SERVIDORES (AS) PÚBLICOS (AS) FEDERAIS

Autores

  • Franciele Aparecida de Moura Sagário Universidade Federal de Uberlândia
  • Maria Cristina de Moura- Ferreira Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28824

Palavras-chave:

Saúde do Trabalhador. Saúde Ocupacional. Servidores públicos. Presenteísmo. Pesquisa Qualitativa.

Resumo

Este artigo buscou analisar as repercussões do presenteísmo no contingente de servidores e servidoras públicas federais. Ele é caracterizado como um estudo qualitativo, de caráter exploratório, descritivo e transversal, realizado por meio de 38 entrevistas semiestruturadas com servidores (as) de uma mesma divisão e diretoria de uma instituição federal de ensino de Minas Gerais. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas e submetidos à Análise de Conteúdo temática de Bardin, complementada por análise lexical exploratória inspirada na estatística textual.  A análise revelou quatro categorias temáticas: (1) concepções de presenteísmo como dissociação entre presença física e disponibilidade psíquica; (2) impactos na qualidade do trabalho, produtividade, concentração, tomada de decisão e segurança assistencial; (3) determinantes organizacionais e culturais, destacando ausência de substituição, sobrecarga de trabalho, medo de julgamento e valorização institucional da assiduidade e (4) repercussões subjetivas caracterizadas por exaustão, sofrimento psíquico, irritabilidade, culpa, naturalização da dor e cronificação do adoecimento. Os achados evidenciaram que o presenteísmo ultrapassa a permanência física no trabalho, configurando um fenômeno multidimensional, sustentado por fatores institucionais que favorecem a permanência do trabalhador adoecido em atividade, mesmo diante de limitações funcionais importantes. O presenteísmo mostrou-se um fenômeno complexo e estruturalmente induzido, comprometendo a saúde dos trabalhadores, a qualidade do trabalho e a sustentabilidade dos serviços públicos. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde, fortalecimento do suporte organizacional e prevenção do presenteísmo, contribuindo para ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis.

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Biografia do Autor

Franciele Aparecida de Moura Sagário, Universidade Federal de Uberlândia

Mestranda do Curso de Pós-Graduação em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. Universidade Federal de Uberlândia/ UFU. 

Maria Cristina de Moura- Ferreira, Universidade Federal de Uberlândia

Docente Titular do Curso de Graduação em Enfermagem Bacharelado/ Licenciatura – FAMED - Universidade Federal de Uberlândia/ UFU, Pós-Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Atenção à Saúde - PPGAS/ UFTM – Uberaba. 

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Publicado

2026-07-15

Como Citar

Sagário, F. A. de M., & Moura- Ferreira, M. C. de. (2026). CORPO PRESENTE, MENTE AUSENTE: UMA ANÁLISE QUALITATIVA DO PRESENTEÍSMO NA PERCEPÇÃO DE SERVIDORES (AS) PÚBLICOS (AS) FEDERAIS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(7), 1–21. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28824