VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E A URGÊNCIA DA HUMANIZAÇÃO DO PARTO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v3i01.28332Palavras-chave:
Assistência ao Parto. Humanização do Parto. Violência Obstétrica.Resumo
A violência obstétrica configura-se como um importante problema de saúde pública, caracterizado por práticas abusivas, intervenções desnecessárias e desrespeito à autonomia da mulher no contexto da assistência ao parto. Este estudo teve como objetivo analisar a violência obstétrica, identificando seus fatores determinantes, principais práticas abusivas, momentos de vulnerabilidade e estratégias de enfrentamento, com ênfase na humanização do cuidado e na atuação da enfermagem. Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, desenvolvida a partir da análise de produções científicas publicadas entre 2020 e 2025, nas bases de dados LILACS, MEDLINE, BDENF e Google Acadêmico. Os resultados evidenciaram que a violência obstétrica está relacionada a determinantes estruturais, culturais e institucionais, sustentados por um modelo assistencial tecnocrático e intervencionista, manifestando-se por meio de intervenções sem indicação clínica, violência verbal e psicológica, negligência e ausência de consentimento informado, especialmente durante o trabalho de parto. A discussão apontou que a humanização da assistência e a atuação da enfermagem são estratégias fundamentais para o enfrentamento dessa problemática, promovendo o cuidado centrado na mulher, o respeito aos seus direitos e a adoção de práticas baseadas em evidências. Conclui-se que a transformação do modelo assistencial requer mudanças éticas, culturais e institucionais, além do fortalecimento das políticas públicas e da qualificação profissional, visando garantir uma assistência mais segura, humanizada e livre de violência.
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