DESAFIOS ENFRENTADOS POR ENFERMEIROS NO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR NA IMPLEMENTAÇÃO DO PROTOCOLO START EM INCIDENTES COM MÚLTIPLAS VÍTIMAS

Autores

  • Crislaine Silva Fernandes UNIG
  • Juliana da Luz Costa Campos UNIG
  • Mônica dos Santos Fernandes UNIG
  • Keila do Carmo Neves UNIG
  • Fernanda Cardoso Corrêa Póvoa UNIG
  • Wanderson Alves Ribeiro UNIG

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28195

Palavras-chave:

Atendimento pré-hospitalar. Enfermagem em emergência. Triagem.

Resumo

Introdução: O aumento dos incidentes com múltiplas vítimas ampliou a necessidade de respostas organizadas no atendimento pré-hospitalar, especialmente diante da elevada complexidade envolvida na triagem inicial das vítimas. Nesse contexto, o protocolo START destaca-se como ferramenta estratégica para classificação rápida e priorização clínica, favorecendo a organização do fluxo assistencial e a otimização dos recursos disponíveis. Entretanto, sua implementação pelos enfermeiros ainda enfrenta desafios relacionados às condições estruturais, organizacionais e operacionais dos serviços de emergência. Objetivo: Analisar os desafios enfrentados por enfermeiros no atendimento pré-hospitalar na implementação do protocolo START em incidentes com múltiplas vítimas. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizada por meio da análise de produções científicas publicadas entre 2021 e 2026. Análise e discussão dos resultados: Os estudos demonstraram que a aplicação do START contribui para maior agilidade na triagem, melhor organização do atendimento e otimização dos recursos assistenciais. Entretanto, fatores como insuficiência de capacitação técnica, ausência de padronização institucional, limitações estruturais, sobrecarga profissional e cenários caóticos interferem diretamente na efetividade do protocolo. As evidências também apontaram que treinamentos contínuos, simulações realísticas e fortalecimento institucional favorecem maior precisão classificatória e segurança assistencial. Conclusão: Conclui-se que a efetividade do protocolo START depende diretamente da qualificação profissional, da organização dos serviços e do fortalecimento das políticas institucionais voltadas às emergências. O enfermeiro ocupa posição estratégica nesse processo, tornando indispensáveis investimentos contínuos em capacitação, infraestrutura e práticas baseadas em evidências para fortalecimento da assistência pré-hospitalar em incidentes com múltiplas vítimas.

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Biografia do Autor

Crislaine Silva Fernandes, UNIG

Discente do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Iguaçu.

Juliana da Luz Costa Campos, UNIG

Discente do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Iguaçu. 

Mônica dos Santos Fernandes, UNIG

Discente do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Iguaçu.

Keila do Carmo Neves, UNIG

Enfermeira. Mestre e Doutora em Enfermagem pela EEAN-UFRJ; Docente na Graduação em Enfermagem e coordenadora do curso de Pós-graduação em Enfermagem em Neonatologia e Pediatria da Universidade Iguaçu (UNIG) (UNIG). 

Fernanda Cardoso Corrêa Póvoa, UNIG

Enfermeira. Mestre em Educação Em Saúde pela Universidade Federal Fluminense; Docente na Graduação em Enfermagem da Universidade Iguaçu (UNIG). 

Wanderson Alves Ribeiro, UNIG

Enfermeiro. Mestre, Doutor com pós-doutorado pelo Programa Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde pela Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da UFF; Docente nos Cursos da Universidade Iguaçu (UNIG) de Graduação em Enfermagem, Lato Sensu em Enfermagem em CTI e Emergência; Enfermagem em Neonatologia e Pediatria; Enfermagem em Obstetrícia; Fisioterapia em CTI com ênfase em Nenonatologia, Pediatria e Adulto. Stricto Sensu: Mestrado Acadêmico em Vigilância em Saúde. 

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Publicado

2026-07-07

Como Citar

Fernandes, C. S., Campos, J. da L. C., Fernandes, M. dos S., Neves, K. do C., Póvoa, F. C. C., & Ribeiro, W. A. (2026). DESAFIOS ENFRENTADOS POR ENFERMEIROS NO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR NA IMPLEMENTAÇÃO DO PROTOCOLO START EM INCIDENTES COM MÚLTIPLAS VÍTIMAS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 4(01), 1–25. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28195