RISCO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES ASSOCIADAS AO USO DO HALOPERIDOL EM PACIENTES COM ESQUIZOFRENIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.28165Palavras-chave:
Haloperidol. Pacientes com esquizofrenia. Doenças cardiovasculares.Resumo
O presente artigo apresentará as reflexões e os desafios clínicos a partir da análise das evidências científicas acerca dos riscos de doenças cardiovasculares associados ao uso do antipsicótico Haloperidol em pacientes diagnosticados com esquizofrenia, viabilizados por meio de um levantamento epidemiológico e farmacoepidemiológico de dados da literatura recente. Sob esse viés, o objetivo do trabalho visa promover uma compreensão crítica e contextualizada sobre como a exposição a esse fármaco típico eleva significativamente a probabilidade de desfechos cardíacos graves, demonstrando uma forte correlação com o desenvolvimento de doenças isquêmicas do coração, insuficiência cardíaca e prolongamento crítico e dose-dependente do intervalo QTc. Buscando articular os achados estatísticos à prática assistencial, o estudo discute o impacto do Haloperidol em populações de alta vulnerabilidade, evidenciando que o risco de arritmias ventriculares, parada cardíaca e morte súbita é drasticamente amplificado em pacientes idosos, na presença de comorbidades cardiovasculares prévias ou quando associado à polifarmácia psicotrópica. Portanto, torna-se notória a premência de ressignificar as condutas de prescrição na esquizofrenia, ressaltando que a triagem eletrocardiográfica regular, a vigilância de fatores de risco como a hipocaliemia e a manutenção de doses mínimas eficazes constituem estratégias cruciais para mitigar a morbimortalidade cardiovascular e garantir a segurança do paciente.
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