ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM À CRIANÇAS E ADOLESCENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR: MANEJO CLÍNICO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

Autores

  • Bárbara Aparecida Teles Teodoro Marinato UNIG
  • Camille Francisco do Nascimento UNIG
  • Mileny Rodrigues UNIG
  • Wanderson Alves Ribeiro UNIG
  • Márcia Ribeiro Braz UNIG
  • Paulo Nacif Lube UNIG

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v4i01.28154

Palavras-chave:

Enfermagem. Violência Doméstica. Atenção Primária à Saúde.

Resumo

A violência intrafamiliar contra crianças e adolescentes constitui um grave problema de saúde pública, gerando sérios prejuízos ao desenvolvimento infanto-juvenil. Na Atenção Primária à Saúde, o enfermeiro ocupa uma posição altamente estratégica, sendo frequentemente o responsável pelo primeiro contato com a vítima. Este estudo objetivou apontar os principais indicadores clínicos e psicossociais que auxiliam o enfermeiro nesse rastreio, além de discutir os desafios enfrentados por esse profissional no cotidiano da atenção básica. Metodologicamente, trata-se de um estudo de reflexão com natureza crítico-analítica, desenvolvido a partir de um levantamento bibliográfico narrativo fundamentado na literatura científica e em referenciais legais vigentes, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os resultados evidenciam que o rastreio eficaz exige do profissional um olhar ampliado, capaz de decodificar sinais subjetivos e comportamentais que transcendem as marcas físicas. Contudo, a transposição desse cuidado encontra barreiras severas, como a naturalização cultural da violência enquanto método pedagógico, o medo de represálias e severas lacunas na formação acadêmica. Conclui-se que os objetivos foram atingidos, revelando que os avanços normativos, como a Lei Henry Borel, dependem do fortalecimento da atuação intersetorial e de investimentos contínuos em educação permanente. Somente dividindo a responsabilidade das notificações entre saúde, assistência social e instâncias jurídicas será possível superar a solidão institucional do enfermeiro e garantir a consolidação de uma cultura de proteção que assegure às vítimas um desenvolvimento saudável e livre de violência.

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Biografia do Autor

  • Bárbara Aparecida Teles Teodoro Marinato, UNIG

    Discente do Curso de Enfermagem na Universidade Iguaçu (UNIG).

  • Camille Francisco do Nascimento, UNIG

    Discente do Curso de Enfermagem na Universidade Iguaçu (UNIG). 

  • Mileny Rodrigues, UNIG

    Discente do Curso de Enfermagem na Universidade Iguaçu (UNIG). 

  • Wanderson Alves Ribeiro, UNIG

    Enfermeiro; Mestre, Doutor e Pós-doutorando em Ciências do Cuidado em Saúde pelo PACCAS/Universidade Federal Fluminense (UFF); Docente na graduação em enfermagem da Universidade Iguaçu (UNIG). 

  • Márcia Ribeiro Braz, UNIG

    Enfermeira. Mestre e Doutora em Enfermagem pela UNIRIO-UFRJ; Docente  e Coordenadora do Curso de Graduação em Enfermagem  da Universidade Iguaçu (UNIG) . 

  • Paulo Nacif Lube, UNIG

    Professor Assistente da Universidade Iguaçu (UNIG) dos cursos de Enfermagem e Engenharia. Mestre em Desenvolvimento Local pelo Centro Universitário Augusto Motta - UNISUAM. 

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Publicado

2026-07-15

Como Citar

Marinato, B. A. T. T., Nascimento, C. F. do, Rodrigues, M., Ribeiro, W. A., Braz, M. R., & Lube, P. N. (2026). ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM À CRIANÇAS E ADOLESCENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR: MANEJO CLÍNICO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 4(01), 1-16. https://doi.org/10.51891/rease.v4i01.28154

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