IVERMECTINA COMO POTENCIAL AGENTE ANTI-TUMORAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27921Palavras-chave:
Ivermectina. Reposicionamento de fármacos. Antitumoral. Nanoencapsulação. Ensaios clínicos.Resumo
O câncer permanece como um dos principais desafios de saúde pública global, impulsionando a busca por estratégias terapêuticas mais eficazes, seguras e inovadoras. Nesse contexto, a ivermectina, tradicionalmente utilizada como agente antiparasitário, tem despertado interesse científico devido ao seu potencial reposicionamento como fármaco antitumoral. Evidências pré-clínicas indicam que a ivermectina atua por meio de múltiplos mecanismos, incluindo a modulação de vias de sinalização celular, como WNT/β-catenina e PI3K/AKT/mTOR, indução de apoptose, inibição da angiogênese e redução da viabilidade de células-tronco tumorais. Além disso, sua capacidade de interferir em processos intracelulares fundamentais, como o transporte nuclear, reforça seu perfil farmacológico pleiotrópico. Apesar dos resultados promissores, limitações relacionadas à farmacocinética, como baixa solubilidade e biodisponibilidade, bem como a necessidade de concentrações elevadas para efeitos terapêuticos, representam desafios para sua aplicação clínica. Nesse cenário, estratégias como a nanoencapsulação têm sido investigadas com o objetivo de otimizar a entrega e aumentar a eficácia do fármaco. Adicionalmente, a ampla utilização da ivermectina durante a pandemia de COVID-19 evidenciou tanto seu potencial de reposicionamento quanto os riscos associados ao uso indiscriminado, reforçando a importância de uma abordagem baseada em evidências. Dessa forma, embora a ivermectina se apresente como uma candidata promissora na oncologia, torna-se essencial a realização de ensaios clínicos controlados e robustos para comprovar sua segurança e eficácia em humanos.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY