O POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO DO BRASIL NO NOVO ARRANJO GEOPOLÍTICO: BLOCOS PLURILATERAIS E A ASCENSÃO DAS ECONOMIAS EMERGENTES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27695Palabras clave:
Geopolítica. Brasil. Países Emergentes. Geoeconomia.Resumen
Este artigo analisa o papel estratégico do Brasil na reconfiguração das relações internacionais contemporâneas, caracterizada pela transição de uma ordem unipolar para uma multipolaridade complexa. O foco central reside na investigação de como o país se posiciona frente ao fenômeno do regionalismo e à consolidação de blocos plurilaterais, que desafiam as estruturas tradicionais de governança global. A pesquisa utiliza os conceitos de autonomia pela diversificação e soft power para avaliar as oportunidades derivadas da ascensão das economias emergentes, com ênfase no fortalecimento do bloco Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS+). Através de uma metodologia de revisão bibliográfica qualitativa e análise de Geoeconomia, o trabalho examina como o Brasil pode capitalizar suas vantagens comparativas em segurança alimentar e energética para negociar termos mais favoráveis em cadeias globais de valor. Os resultados preliminares sugerem que a inserção soberana do Brasil depende de uma diplomacia que equilibre o pragmatismo econômico com a liderança em fóruns de cooperação Sul-Sul. Conclui-se que o fortalecimento de parcerias com o Sul Global funciona como um mecanismo de mitigação de riscos diante da fragmentação geoeconômica atual.
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