QUALIDADE DE VIDA DE DOCENTES UNIVERSITÁRIOS E SUA PREDISPOSIÇÃO A DOENÇAS CARDIOVASCULARES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27638Palavras-chave:
Qualidade de Vida Relacionada à Saúde. Corpo Docente. Risco Cardiovascular.Resumo
A docência é uma profissão que exige intensa dedicação física e mental, frequentemente associada a jornadas extensas e estresse ocupacional. Essa sobrecarga pode levar os docentes a negligenciar o autocuidado, adotando hábitos inadequados, como má alimentação, sedentarismo e manejo ineficaz do estresse. Esse artigo buscou analisar a influência da qualidade de vida de docentes universitários na predisposição ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. O trabalho avalia aspectos como saúde física, estado mental, aspectos psicossociais e fatores de risco. Foi realizado um estudo transversal, quantitativo e descritivo, através de um questionário online via Google Forms, contemplando questões objetivas e subjetivas sobre o tema. Participaram do estudo 89 docentes universitários dos cursos de graduação da área da saúde da Universidade de Gurupi – UNIRG, Campus 2. Os resultados revelaram que embora a maioria dos participantes tenha relatado percepção positiva e qualidade de vida (65,16%), verificou-se elevada exposição a fatores de risco modificáveis, especialmente sobrecarga horária (80,9% com 40 e 60 horas semanais), sedentarismo parcial (15,74%) e insatisfação com a qualidade do sono. Conclui-se que o ambiente universitário pode favorecer a exposição a fatores modificáveis de risco cardiovascular. Os achados reforçam a necessidade de estratégias institucionais de promoção de saúde, com foco na reorganização da demanda de trabalho, incentivo à atividade física e cuidados com o sono e saúde mental.
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