EFICÁCIA DA TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL ASSOCIADA AO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO NO TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27470Palavras-chave:
Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Terapia Cognitivo-Comportamental. Tratamento Farmacológico. Farmacoterapia.Resumo
Objetivo: Avaliar a eficácia clínica da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) associada ao tratamento farmacológico no manejo do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), comparando seus desfechos com as modalidades terapêuticas aplicadas isoladamente. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura baseada na estratégia PICO. A busca bibliográfica foi realizada de forma avançada nas bases de dados MEDLINE/PubMed, Cochrane Library, SciELO e LILACS, limitando-se a artigos originais publicados no recorte temporal entre os anos de 2020 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. Utilizaram-se cruzamentos estruturados com operadores booleanos a partir dos descritores controlados do DeCS e MeSH. A busca inicial recuperou um total de 289 registros brutos e, após a aplicação rigorosa dos critérios de inclusão e exclusão e a eliminação de duplicatas, selecionou-se uma amostragem final de 19 artigos metodologicamente robustos para fundamentar a análise qualitativa. Resultados e Discussão: Os achados demonstram de maneira consistente que a abordagem combinada resulta em taxas significativamente maiores de redução na severidade dos sintomas na escala Y-BOCS. A farmacoterapia com Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) atua na atenuação da ansiedade basal e no manejo de comorbidades depressivas, otimizando o limiar de tolerância psicológica do paciente. Isso viabiliza um engajamento mais seguro e eficaz nas técnicas de Exposição e Prevenção de Resposta (EPR) da TCC. Ademais, a associação permite a manutenção de doses medicamentosas menores, mitigando efeitos colaterais adversos e garantindo um efeito profilático duradouro com baixas taxas de recaída a longo prazo. Conclusão: A associação entre a TCC e o tratamento farmacológico consolida-se como o padrão-ouro no manejo do TOC. Essa abordagem integrada proporciona melhora substancial na funcionalidade global e na qualidade de vida dos pacientes, ressaltando a urgência de políticas públicas que expandam o acesso a essa modalidade combinada.
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