IMPACTO DA ANALGESIA MULTIMODAL NA PREVENÇÃO DA HIPERALGESIA INDUZIDA POR OPIOIDES NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27470Palavras-chave:
Analgesia multimodal. Hiperalgesia induzida por opioides. Período pós-operatório. Analgésicos opioides.Resumo
A hiperalgesia induzida por opioides (HIO) no pós-operatório imediato representa um paradoxo clínico desafiador, caracterizado pelo aumento da sensibilidade dolorosa decorrente do uso de potentes agonistas opioides durante o ato cirúrgico. O objetivo principal deste estudo foi analisar o impacto da analgesia multimodal na prevenção da HIO no período pós-operatório imediato. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura por meio de buscas estruturadas nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS e Cochrane CENTRAL, selecionando 26 artigos publicados entre 2020 e 2026. Os resultados indicam que a infusão intraoperatória de opioides de ultracurta duração, notadamente o remifentanil, atua como o principal gatilho para a sensibilização central, mediada pela hiperativação dos receptores NMDA e por cascatas neuroinflamatórias gliais. Verificou-se que a aplicação de protocolos de analgesia multimodal — baseada na associação sinérgica de antagonistas NMDA (cetamina), agonistas alfa-2 adrenérgicos (dexmedetomidina), gabapentinoides e técnicas de anestesia regional — exerce um papel protetor robusto. Essas intervenções reduzem substancialmente o consumo acumulado de opioides de resgate, diminuem os escores de dor e mitigam a alodinia mecânica na sala de recuperação pós-anestésica. Conclui-se que a abordagem multimodal é indispensável para prevenir a HIO, reduzir complicações pós-operatórias e acelerar a alta hospitalar, consolidando-se como padrão-ouro perioperatório.
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