O IMPACTO SUBJETIVO DA PRÁTICA DO AUTODIAGNÓSTICO ONLINE: REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26954Palavras-chave:
Saúde mental. Autodiagnóstico. Redes sociais.Resumo
O avanço das tecnologias digitais e a popularização das redes sociais transformaram significativamente o acesso à informação em saúde, especialmente no campo da saúde mental. Nesse contexto, observa-se o crescimento da prática do autodiagnóstico online, caracterizada pela busca de informações sobre sintomas e transtornos psicológicos em plataformas digitais, muitas vezes antes da procura por atendimento profissional. O presente estudo tem como objetivo investigar os impactos subjetivos da prática do autodiagnóstico online na saúde mental dos indivíduos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, desenvolvida por meio de revisão narrativa da literatura, com levantamento bibliográfico realizado nas bases SciELO, PubMed, PePSIC, Periódicos CAPES e Google Acadêmico. Foram utilizados descritores relacionados à saúde mental, autodiagnóstico, redes sociais, automedicação e subjetividade. Os resultados apontam que o excesso de informações disponíveis na internet favorece fenômenos como a infodemia, a disseminação de conteúdos imprecisos e o fortalecimento de práticas de risco, como a automedicação. Além disso, observou-se que o autodiagnóstico pode impactar a subjetividade dos indivíduos, influenciando a construção identitária, gerando ansiedade, hipervigilância e sofrimento psíquico. Conclui-se que, embora a internet amplie o acesso à informação, o uso inadequado desses conteúdos pode gerar prejuízos significativos à saúde mental, reforçando a necessidade de educação digital e incentivo à busca por acompanhamento profissional qualificado.
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