REVISÕES SISTEMÁTICAS OU PSEUDO-REVISÕES? UMA ANÁLISE CRÍTICA DA APLICAÇÃO DOS CRITÉRIOS METODOLÓGICOS À LUZ DO PRISMA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.26926Palavras-chave:
Revisão Sistemática. PRISMA 2020. Rigor Metodológico. Risco de Viés. P-hacking.Resumo
A Revisão Sistemática (RS) é considerada o padrão-ouro na hierarquia de evidências científicas por sua capacidade de sintetizar dados de forma rigorosa e reprodutível. No entanto, observa-se uma crescente disseminação de estudos que adotam esse rótulo sem cumprir os requisitos normativos essenciais, configurando as chamadas “pseudo-revisões sistemáticas”. Diante disso, este artigo teve como objetivo analisar criticamente os critérios de sistematicidade à luz das diretrizes do protocolo PRISMA 2020, discutindo as inadequações metodológicas recorrentes e a aplicação do método em diferentes áreas do conhecimento. Por meio de uma análise teórico-crítica fundamentada na literatura contemporânea, o estudo detalha a estruturação da pergunta de pesquisa (acrônimos PICO, SPIDER, CIMO, PCC, entre outros), a importância do registro prévio de protocolo para mitigação de vieses como o p-hacking, bem como a necessidade da avaliação sistemática do risco de viés. Diante dos achados, pode-se concluir que o rigor metodológico não constitui apenas uma exigência técnica, mas também ética na produção científica; entretanto, observa-se que uma parcela significativa dos estudos classificados como RS não atende aos critérios mínimos que sustentam essa denominação, configurando um uso indevido e inflacionado do termo. Esta distorção compromete a hierarquia das evidências, fragiliza a confiabilidade das sínteses produzidas e impõe a necessidade urgente de maior rigor conceitual e metodológico por parte de autores, revisores e periódicos científicos.
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