A LAVAGEM DE DINHEIRO NA ERA DIGITAL NO BRASIL: DESAFIOS JURÍDICOS DIANTE DA DESCENTRALIZAÇÃO E ANONIMATO DAS CRIPTOMOEDAS

Autores

  • Anábia Nycolle de Araújo Moura FIMCA
  • Sarah Jane Galvão de Abreu FIMCA
  • Roberto Pinto Monte Junior FIMCA

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26852

Palavras-chave:

Lavagem de dinheiro. Criptomoedas. Marco Legal dos Ativos Virtuais. Blockchain. Persecução penal.

Resumo

A lavagem de dinheiro revela-se um fenômeno que busca velar a origem ilícita de ativos para reinseri-los na economia formal com aparência idônea. O presente estudo disseca os desafios jurídicos desse delito no auge da era digital, pormenorizadamente na descentralização e no anonimato das criptomoedas. A transição do sistema financeiro tradicional para o ambiente de criptoativos, operados via tecnologia blockchain, impõe obstáculos disruptivos à fiscalização estatal devido à ausência de uma autoridade central de controle. Averíguam-se as lacunas da Lei nº 9613/1998 e a pertinência do novo Marco Legal dos Ativos Virtuais, a Lei nº 14.478/2022, que denominou o Banco Central como regulador dos provedores de serviços de ativos virtuais. O pilar da problemática examinada se sustenta com a falta de opacidade das transações digitais que desafiam os instrumentos jurídicos vigentes de prevenção e combate. Ordeiramente, a pesquisa adquire caráter descritivo, com abordagem qualitativa e referencias de doutrinas nacionais e internacionais, a contar com normas do Grupo de Ação Financeira (GAFI) e deliberações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Conclui-se que a eficácia da persecução penal depende da adaptação das normas de compliance, como o Know Your Customer, e da implementação de tecnologias avançadas de análise de blockchain para atenuar os riscos de ocultação de capital em redes descentralizadas. Tal cenário demanda o fortalecimento da cooperação jurídica internacional e o treinamento especializado de órgãos investigativos. A convergência entre o monitoramento de exchanges e a inteligência de dados torna-se, portanto, o mecanismo indispensável para transpor as camadas de anonimato e garantir a higidez do sistema financeiro global. Ajuíza-se, também, que a natureza limítrofe desses ativos exige uma conciliação normativa global, uma vez que a neutralização do crime organizado transnacional depende da superação de barreiras jurisdicionais, garantindo que a inovação tecnológica não se torne um refúgio para a impunidade econômica vigente.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Anábia Nycolle de Araújo Moura, FIMCA

Acadêmica do 9° período de Direito do Centro Universitário Aparício Carvalho FIMCA. Graduanda em Direito.

Sarah Jane Galvão de Abreu, FIMCA

Acadêmica do 9º período de Direito do Centro Universitário Aparício Carvalho FIMCA. Graduanda em Direito. 

Roberto Pinto Monte Junior, FIMCA

Professor vinculado ao Departamento de Direito do Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA. Professor Orientador. Graduado em Direito pela Universidade Luterana do Brasil - ULBRA. Mestrado em Conservação e Uso de Recursos Naturais pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR. 

Downloads

Publicado

2026-05-19

Como Citar

Moura, A. N. de A., Abreu, S. J. G. de, & Monte Junior, R. P. (2026). A LAVAGEM DE DINHEIRO NA ERA DIGITAL NO BRASIL: DESAFIOS JURÍDICOS DIANTE DA DESCENTRALIZAÇÃO E ANONIMATO DAS CRIPTOMOEDAS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(5), 1–16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26852