MONTURO: TECNOLOGIA ANCESTRAL DE MANEJO DA MATÉRIA ORGÂNICA NA RECUPERAÇÃO DE SOLOS DEGRADADOS EM QUINTAL AGROFLORESTAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26361Palavras-chave:
matéria Orgânica. Monturo. Análise Visual.Resumo
O solo é um sistema dinâmico cuja funcionalidade depende da interação entre seus componentes e do manejo adotado, sendo a matéria orgânica fundamental para a estruturação, capacidade de troca catiônica e recuperação de áreas degradadas em ambientes tropicais. Este estudo teve como objetivo avaliar o monturo como tecnologia ancestral de manejo da matéria orgânica, analisando sua distribuição em microperfis de solo e suas implicações nos processos de acúmulo, transformação e incorporação do carbono em quintal agroflorestal, por meio de análise visual. O estudo foi conduzido em Santarém (PA), em três unidades de manejo: solo degradado (U1), monturo domiciliar (U2) e área de deposição de resíduos de varrição (U3). Após um período de um ano e meio, foram abertos microperfis de solo (0,50 cm × 0,50 cm × 0,50 cm), avaliados nas profundidades de 0–10 cm e 10–20 cm, utilizando descrição morfológica associada a uma escala qualitativa de escurecimento. Os resultados indicaram maior acúmulo e transformação da matéria orgânica no monturo (U2), comportamento intermediário na varrição (U3) e baixa funcionalidade no solo degradado (U1). Conclui-se que o monturo é estratégia eficiente para a dinâmica da matéria orgânica e recuperação de solos degradados.
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