EXPOSIÇÃO INTRAUTERINA A INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO MATERNA E SEUS EFEITOS NO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOLÓGICO NA PRIMEIRA INFÂNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26346Palavras-chave:
Depressão materna. Inibidores seletivos da recaptação de serotonina. Exposição pré-natal. Neurodesenvolvimento. Primeira infância.Resumo
Introdução: A depressão materna durante a gestação é um relevante problema de saúde pública, podendo impactar o desenvolvimento infantil. O tratamento frequentemente envolve o uso de inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), cujos efeitos sobre o neurodesenvolvimento permanecem controversos. Objetivo: Analisar os efeitos da exposição intrauterina aos ISRS no desenvolvimento neuropsicológico e comportamental na primeira infância. Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura com busca nas bases de dados MEDLINE/PubMed, Google Scholar e Cochrane Library. A questão de pesquisa foi estruturada com base na estratégia PICO. Foram incluídos estudos que avaliaram crianças de até seis anos expostas intrauterinamente aos ISRS, comparadas a crianças não expostas. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 15 estudos foram incluídos na análise. Resultados: Não foi observada associação consistente entre a exposição intrauterina aos ISRS e prejuízos cognitivos significativos. Os desfechos comportamentais mostraram-se heterogêneos. Alterações transitórias foram descritas no período neonatal, sem persistência ao longo do desenvolvimento. Observou-se associação com prematuridade e menor idade gestacional, sem aumento consistente de malformações congênitas maiores. Conclusão: A exposição intrauterina aos ISRS não demonstra associação consistente com prejuízos neuropsicológicos na infância. Os desfechos parecem ser influenciados, em grande parte, pela depressão materna, devendo a decisão terapêutica ser individualizada.
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