FATORES ASSOCIADOS À DEPRESSÃO E À SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE DE UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26046Palavras-chave:
Esgotamento Profissional. Síndrome de Burnout. Profissionais de Saúde. Serviços Médicos de Emergência. Depressão.Resumo
Objetivo: Sintetizar o conhecimento científico atual sobre os fatores associados à depressão e à síndrome de burnout em profissionais de saúde atuantes em Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Métodos: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, SciELO, Scopus e BVS, abrangendo o período de 2019 a 2026. Foram selecionados 29 artigos com DOI ativo nos idiomas português, inglês e espanhol, utilizando descritores controlados cruzados com operadores booleanos. Resultados: Observou-se elevada prevalência de exaustão emocional e depressão, associadas à carga horária semanal superior a 60 horas, precariedade dos vínculos empregatícios e isolamento social. Mulheres e profissionais em início de carreira mostraram-se mais vulneráveis. A despersonalização correlacionou-se ao aumento de erros assistenciais, enquanto o suporte social e lideranças participativas atuaram como fatores protetores. Discussão: O ambiente de urgência funciona como gatilho para vulnerabilidades psíquicas, agravado pela fadiga de compaixão e pelo sofrimento ético-político diante da escassez de recursos. Medidas individuais são insuficientes sem reformas estruturais na governança clínica e redução do estigma sobre a saúde mental. Conclusão: O adoecimento mental nas UPAs é um desafio sistêmico que exige a transição da "cultura do heroísmo" para políticas de resiliência organizacional, garantindo a sustentabilidade da força de trabalho e a segurança do paciente.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY