ENTRE ALGORITMOS E DISCURSOS: LEITURA, AUTORIA E FORMAÇÃO CRÍTICA NA CULTURA DIGITAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25899Palavras-chave:
Leitura. Autoria. Mediação algorítmica. Cultura digital. Formação crítica.Resumo
Este artigo analisa as reconfigurações das práticas de leitura e autoria na cultura digital, com foco na mediação algorítmica das plataformas e em seus impactos para a formação crítica na escola. Parte-se do pressuposto de que tais práticas não são neutras, mas constituídas em condições históricas, discursivas e, na contemporaneidade, também tecnológicas. O problema de pesquisa consiste em compreender como algoritmos e plataformas digitais reorganizam os modos de ler e produzir textos e quais desafios isso impõe ao campo educacional. O estudo fundamenta-se em aportes da análise do discurso e dos estudos sobre cultura digital e plataformização, articulando autores como Pêcheux, Bakhtin, Maingueneau e pesquisadores contemporâneos da educação digital. Argumenta-se que a mediação algorítmica condiciona a visibilidade, a circulação e a produção dos discursos, influenciando a construção de sentidos e deslocando as noções tradicionais de autoria. No âmbito educacional, evidencia-se que a incorporação das tecnologias digitais, quando orientada por uma perspectiva instrumental, tende a reproduzir lógicas das plataformas. Conclui-se que a formação crítica na cultura digital exige que a escola problematize as mediações algorítmicas, promovendo uma compreensão das relações entre linguagem, tecnologia e poder.
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