GESTÃO INCLUSIVA NA UNIVERSIDADE BRASÍLIA: ANÁLISE QUALITATIVA DAS DIMENSÕES ORGANIZACIONAIS ASSOCIADAS À PERCEPÇÃO DE EFETIVIDADE DAS POLÍTICAS DE INCLUSÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25857Palavras-chave:
Gestão inclusiva. Administração pública federal. Servidores com deficiência. Efetividade organizacional. Qualidade de vida no trabalho.Resumo
O artigo tem como objetivo analisar as dimensões organizacionais associadas à percepção de efetividade das políticas de inclusão de servidores com deficiência na Universidade de Brasília- UnB. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa por meio de um estudo de caso único realizado no Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB), com 30 servidores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) com deficiência, selecionados por adesão voluntária. A coleta de dados envolveu análise documental (incluindo o PDI 2023–2028 e normativos institucionais) e a aplicação de um questionário semiestruturado online com 26 questões, submetido à análise de conteúdo temática (Bardin, 2016). Os resultados indicam que a percepção de efetividade não decorre exclusivamente da existência de dispositivos normativos, mas da articulação dinâmica entre quatro dimensões organizacionais interdependentes: estrutural, normativo-procedimental, cultural-relacional e elementos associados à Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), sistematizadas no modelo interdimensional proposto pelo estudo. A dimensão cultural-relacional revelou-se como mediadora central, condicionando a internalização das demais. Conclui-se que a efetividade organizacional das políticas de inclusão depende da coerência sistêmica entre dimensões, sendo a cultura institucional o principal mecanismo de mediação entre normas formais e experiências cotidianas de inclusão. Evidencia-se que a efetividade institucional emerge da articulação entre estruturas, práticas administrativas e dinâmicas culturais.
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