EFICÁCIA DA TOXINA BOTULÍNICA TIPO A NO TRATAMENTO DA ENXAQUECA CRÔNICA REFRATÁRIA: ANÁLISE DOS DESFECHOS CLÍNICOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.25828Palavras-chave:
Enxaqueca crônica. Toxina botulínica tipo A. Cefaleia. Tratamento profilático. Qualidade de vida.Resumo
A enxaqueca crônica refratária representa uma condição neurológica altamente incapacitante, caracterizada por cefaleia em ≥15 dias por mês, com características migranosas em pelo menos 8 dias, estando associada à redução significativa da qualidade de vida e elevada carga funcional (Headache Classification Committee of the International Headache Society, 2018; Lipton et al., 2011). Nesse contexto, a toxina botulínica tipo A tem se consolidado como uma alternativa terapêutica relevante, especialmente em pacientes com resposta insatisfatória aos tratamentos profiláticos convencionais (Diener et al., 2010; Aurora et al., 2014). O objetivo deste estudo foi analisar criticamente a literatura acerca da eficácia da toxina botulínica tipo A no tratamento da enxaqueca crônica refratária, com ênfase nos principais desfechos clínicos. Realizou-se uma revisão sistemática da literatura nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, contemplando publicações entre 2015 e 2025, com inclusão de estudos clássicos de relevância fundamental para a compreensão do tema. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e estudos observacionais que avaliaram pacientes com enxaqueca crônica submetidos ao tratamento com toxina botulínica tipo A. Ao final do processo de seleção, 25 estudos foram incluídos na análise qualitativa. Os resultados demonstram que a toxina botulínica tipo A está associada à redução significativa da frequência das crises, com diminuição média de dias de cefaleia por mês, além de redução da intensidade da dor e melhora dos escores de qualidade de vida, como HIT-6 e MIDAS (Diener et al., 2010; Dodick et al., 2010). Observou-se também redução no uso de medicações abortivas e um perfil de segurança favorável, com baixa incidência de efeitos adversos graves (Aurora et al., 2014; Blumenfeld et al., 2018). Esses benefícios foram mais evidentes em pacientes com enxaqueca crônica refratária. Apesar dos achados favoráveis, a heterogeneidade entre os estudos quanto aos protocolos de aplicação, critérios de seleção e métodos de avaliação dos desfechos representa uma limitação relevante. Ainda assim, os resultados reforçam o papel da toxina botulínica tipo A como estratégia terapêutica eficaz no manejo da enxaqueca crônica refratária, especialmente em contextos de difícil controle clínico.
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