A LITERATURA CLÁSSICA DO SÉCULO XIX COMO INSTRUMENTO PARA O ENSINO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE: UMA ANÁLISE A PARTIR DE FRANKENSTEIN E O MÉDICO E O MONSTRO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25826Palavras-chave:
Literatura Clássica. Estudos CTS. Dilemas Éticos.Resumo
Esta investigação analisou o potencial da Literatura Clássica, em particular obras do século XIX, como um recurso pedagógico potente para a implementação da perspectiva Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) no Ensino Médio. O problema central investigado residiu em como o cânone literário pode ser mobilizado como um texto-chave para a problematização CTS, superando a visão aistórica e elitista que frequentemente acompanha a leitura canônica. O método adotado foi qualitativo e interpretativo (hermenêutico), aplicando a Análise Textual Discursiva (ATD) em unidades de análise extraídas das obras Frankenstein (Shelley, 1818) e O Médico e o Monstro (Stevenson, 1886), em diálogo direto com o referencial teórico dos estudos CTS. Os principais resultados demonstraram que as obras selecionadas não apenas registram, mas antecipam dilemas éticos centrais à tecnociência contemporânea, servindo como "laboratórios textuais" para a discussão da responsabilidade científica e dos impactos sociais da inovação. Concluiu-se que a literatura clássica é um vetor essencial para a formação de uma visão crítica e não-neutra do desenvolvimento científico, impulsionando a necessária interdisciplinaridade entre as Ciências Humanas e as Ciências Naturais para o protagonismo cívico estudantil.
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