OS IMPACTOS PSICOLÓGICOS DA SEPARAÇÃO PARENTAL NA INFÂNCIA: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO NA PERSPECTIVA DA TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25815Palavras-chave:
Separação Parental. Desenvolvimento Infantil. Terapia Cognitivo-Comportamental. Regulação Emocional. Coparentalidade.Resumo
Este artigo tem como objetivo identificar os impactos psicológicos da separação parental na infância e elucidar as estratégias de intervenção clínica sob a perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter qualitativo e descritivo-exploratório, construída a partir de buscas nas bases LILACS, SciELO, PePSIC e PubMed/MEDLINE, abrangendo publicações do período de 2016 a 2026. Os resultados indicam que o estresse prolongado, decorrente de brigas contínuas entre os pais e a falta de cooperação na criação dos filhos (coparentalidade), são as principais causas de fragilidades emocionais e prejuízos no desenvolvimento cognitivo infantil. Constatou-se que a criança frequentemente desenvolve distorções nos seus pensamentos, como a personalização, acreditando ser a culpada pelo fim do relacionamento, e cria crenças profundas de abandono. A intervenção por meio da TCC demonstra alta eficácia ao utilizar atividades lúdicas para corrigir esses pensamentos, aliadas a abordagens mais modernas que ajudam a criança a lidar melhor com suas emoções. Além disso, fica evidente a necessidade de tratar o ambiente familiar como um todo, orientando os pais para evitar situações de alienação. Conclui-se que o trabalho do psicólogo nesse contexto deve ser baseado em evidências, buscando não apenas aliviar a dor emocional, mas promover a capacidade de superação e o desenvolvimento saudável da criança diante da nova realidade familiar.
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