SOFRIMENTO PSÍQUICO NA FORMAÇÃO MÉDICA: UMA LEITURA CARTOGRÁFICA DAS INTENSIDADES AFETIVAS E DA PRODUÇÃO DO CUIDADO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25765Palavras-chave:
Ansiedade. Estresse. Formação médica. Sofrimento psíquico. Saúde mental.Resumo
A pesquisa analisa o sofrimento psíquico na formação médica, considerando as intensidades afetivas que atravessam o processo formativo e suas relações com as condições institucionais de produção do cuidado. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, orientada pelo método cartográfico, conforme proposto por Passos E e Barros RB (2020), que articulou entrevistas em profundidade, conforme Tedesco S, Sade C e Caliman L (2014), e a aplicação da Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21). O referencial teórico mobiliza contribuições de Foucault M (1987; 1988), Deleuze G e Guattari F (1995) e Birman J (2000), permitindo compreender a formação como campo de produção de subjetividade. Os resultados indicam a presença disseminada de ansiedade, estresse e depressão, não como fenômenos isolados, mas como efeitos dos agenciamentos institucionais e das exigências do processo formativo, em consonância com Merhy EE (2002) e Campos GWS e Domitti AC (2007). Conclui-se que o sofrimento psíquico se inscreve no corpo como território de intensidades, configurando um analisador das práticas formativas em saúde, em diálogo com Amarante P (2007) e Costa-Rosa A (2000).
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