ENTRE INCLUSÃO E EXCLUSÃO: REFLEXÕES DA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA COLETIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.25574Palavras-chave:
Deficiência. Formação docente. Violência estrutural.Resumo
Esse artigo buscou analisar as expressões de violência estrutural por parte de docentes de uma escola da rede pública do Distrito Federal, no ano de 2024, materializadas na exclusão de alunos com deficiência das práticas pedagógicas regulares. Perceber as necessidades dos estudantes exige envolvimento e conhecimento por parte dos docentes, o que torna sua atuação pedagógica fundamental para a criação de possibilidades de desenvolvimento humano dos discentes. Nesse sentido, defende-se que a formação docente deve contemplar a discussão sobre a violência estrutural, a qual perpetua ciclos de exclusão, mesmo quando sustentada por discursos oficiais de inclusão. Para isso, adotou-se a metodologia de estudo de caso, com coleta de informações por meio de observação participante em uma coordenação coletiva de professores da educação básica, análise documental e revisão de literatura. Os resultados indicam que, no contexto analisado, o compromisso com a inclusão exige sensibilidade, formação continuada e disposição para o diálogo, especialmente diante de dilemas éticos e pedagógicos complexos, muitas vezes naturalizados pelos próprios docentes.
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