PERFIL DAS INTERNAÇÕES POR ESQUIZOFRENIA, TRANSTORNOS ESQUIZOTÍPICOS E DELIRANTES NO BRASIL ENTRE 2015 E 2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25517Palavras-chave:
Epidemiologia. Hospitalização. Saúde mental.Resumo
Esse artigo buscou avaliar o perfil epidemiológico das internações por esquizofrenia no Brasil entre os anos de 2015 e 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico ecológico, baseado em dados secundários obtidos do Sistema de Informação de Morbidade Hospitalar. Foram utilizados os dados referentes às internações de indivíduos, registrado sob a lista de morbidade CID-10 “esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e delirantes”, para as variáveis: região do Brasil, faixa etária, sexo, raça/cor, média de permanência, valor (custos) total, e caráter de atendimento. O perfil epidemiológico mais prevalente das internações inclui homens, de raças parda e branca, em idade produtiva (entre 20 e 49 anos), e em caráter de urgência. Do ponto de vista geográfico, observou-se maiores índices relacionados à óbitos para a região Sudeste, e menores nas regiões Norte e Centro-Oeste. Adicionalmente, embora o quantitativo de gastos também tenha sido maior na região Sudeste, a maior média de tempo de internação ocorreu na região Nordeste. Os resultados deste estudo reforçam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de saúde mental, com estratégias voltadas à detecção precoce, adesão ao tratamento e acompanhamento contínuo dos pacientes são fundamentais para reduzir a ocorrência de crises agudas e, consequentemente, a necessidade de internações hospitalares.
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