IMPACTO DA PANDEMIA DE COVID-19 NAS NOTIFICAÇÕES DE BURNOUT NO BRASIL: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO (2014–2024)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25377Palavras-chave:
Burnout. Saúde Mental. Pandemia.Resumo
A síndrome de Burnout, caracterizada por esgotamento emocional, despersonalização e sensação de ineficácia no trabalho, tem ganhado destaque como um problema emergente de saúde pública. A pandemia da COVID-19 potencializou esse cenário ao agravar as condições laborais e de saúde mental. O objetivo deste estudo foi analisar a evolução das notificações de Burnout no Brasil entre 2014 e 2024, com ênfase na comparação entre os períodos pré e pós-pandemia, além da distribuição por sexo, faixa etária, região e unidade federativa. Como resultado, observou-se um aumento de mais de 1300% nas notificações após 2020, com predominância de casos em mulheres (72%) e na faixa etária de 30 a 49 anos (72%). A região Sul apresentou as maiores taxas proporcionais, destacando-se os estados do Paraná e de Santa Catarina. Constatou-se, assim, que o Burnout tem crescido de forma significativa no Brasil, especialmente após a pandemia. Os dados indicam a urgência de estratégias de prevenção, atenção à saúde mental do trabalhador e políticas públicas que considerem as desigualdades regionais, de gênero e de idade.
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