A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO FISSURA NO ENGESSAMENTO DAS ROTINAS: UMA CRÍTICA À ESCOLARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Autores/as

  • Larissa Cristina Cicílio da Silva UFMS
  • Rodrigo Carlos Costa Bertello PROEF
  • Sílvia Adriana Rodrigues Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25256

Palabras clave:

Educação Física. Educação Infantil. Rotina. Escolarização. Corporeidade.

Resumen

Este artigo problematiza a configuração das rotinas nas instituições de Educação Infantil (EI) que as reduzem a cronogramas burocráticos e mecânicos, processo identificado como um engessamento cotidiano. Através de uma perspectiva crítica, analisa-se como a Educação Física (EF) pode atuar como uma "fissura" nesse modelo, combatendo a escolarização precoce do corpo infantil. Fundamentado nas contribuições de Maria Carmen Barbosa e Rosa Batista sobre a categoria pedagógica da rotina, e nas perspectivas de Léa Tiriba, Judit Falk, Tarcísio Mauro Vago e Deborah Sayão sobre a corporeidade e o movimento, o estudo defende que a EF deve consolidar-se como o espaço-tempo do protagonismo e da autonomia. Conclui-se que, ao romper o "emparedamento" institucional e respeitar a iniciativa motora da criança, a Educação Física devolve ao bebé e à criança pequena a sua condição de sujeito integral, subvertendo a lógica da mera contenção corporal. A metodologia consiste numa pesquisa bibliográfica qualitativa de cunho crítico-analítico.

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Biografía del autor/a

Larissa Cristina Cicílio da Silva, UFMS

Mestranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Campus de Três Lagoas. Possui graduação em Ciências Sociais (licenciatura) pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e em Pedagogia pela Faculdade da Aldeia de Carapicuíba (FALC). Atualmente, atua como professora de berçário na rede municipal de ensino de Castilho – SP. Desenvolve investigações a respeito de rotinas na Educação Infantil, com foco na categorização pedagógica das rotinas na primeira infância.

Rodrigo Carlos Costa Bertello, PROEF

Mestrando em Educação Física em Rede Nacional (PROEF) pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Presidente Prudente. Possui graduação em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Atualmente, é professor de Educação Física da rede estadual de ensino de Mato Grosso do Sul, atuando no Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Desenvolve pesquisas sobre a Educação Física escolar, com ênfase no conhecimento docente acerca do diabetes mellitus.

Sílvia Adriana Rodrigues, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Orientadora: Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Campus Presidente Prudente (2002), Mestre (2008) e Doutora (2016) em Educação pela mesma Universidade. Professora Adjunta da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, atuando na Graduação (Licenciaturas diversas) e Pós-Graduação (Educação) no Campus de Três Lagoas e no Programa de Pós-Graduação em Educação do Campus do Pantanal. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Infâncias e Educação Infantil - GEPIEI-UFMS. Vice-líder do Grupo de Pesquisa: Profissão Docente, Formação, Identidade, Representações e Saberes - GPDFIRS-FCT/UNESP. Tem experiência na área de Educação, atuando principalmente nos temas: Educação Infantil, psicologia da criança, práticas educativas e formação de professores para a Educação Infantil; formação de professores para a educação básica (identidade, profissionalidade e profissionalização), afetividade e relações interpessoais em espaços educativos na perspectiva walloniana.

 

Publicado

2026-03-26

Cómo citar

Silva, L. C. C. da, Bertello, R. C. C., & Rodrigues, S. A. (2026). A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO FISSURA NO ENGESSAMENTO DAS ROTINAS: UMA CRÍTICA À ESCOLARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(3), 1–13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25256