RESPOSTA ENDÓCRINA NO MARASMO E KWASHIORKOR: CORTISOL, GH, IGF‑1 E O PROCESSO DE REABILITAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25147Palavras-chave:
Desnutrição energético-proteica. Marasmo. Kwashiorkor.Resumo
A desnutrição energético-proteica (DEP) na infância configura-se como um grave problema de saúde pública, especialmente em contextos de vulnerabilidade socioeconômica, estando associada a elevadas taxas de morbimortalidade. Entre suas manifestações mais severas destacam-se o marasmo e o kwashiorkor, condições clínicas distintas que refletem diferentes padrões de adaptação metabólica frente à privação prolongada de energia e proteínas. Mais do que um simples déficit nutricional, a DEP envolve complexas alterações hormonais, com destaque para a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e as modificações no eixo somatotrófico, que estabelecem um estado metabólico predominantemente catabólico. Deste modo, através da presente pesquisa, pretende-se responder à seguinte questão: Em que medida as respostas hormonais adaptativas à privação nutricional determinam não apenas a sobrevivência do organismo, mas também as distintas expressões clínicas observadas no marasmo e no kwashiorkor? Utilizando-se da abordagem metodológica hipotético-dedutivo, por meio de pesquisa bibliográfica e análise de estudos clínicos e fisiopatológicos, confere-se especial atenção às alterações endócrinas envolvidas na desnutrição grave. A pesquisa visa examinar, à luz de evidências científicas, o papel modulador dos eixos hormonais na diferenciação clínica dessas condições, destacando a importância da compreensão integrada dos mecanismos endócrino-metabólicos para o aprimoramento das estratégias terapêuticas e da condução clínica da desnutrição infantil.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY