UNIVERSALIDADE BIOLÓGICA E A SINGULARIDADE CULTURAL DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Autores

  • Matheus Fernando Gomes de Azevedo UNINASSAU
  • Maria Luiza Santos Cavalcanti de Oliveira UNINASSAU
  • Manoel Ribeiro da Silva Neto UNINASSAU
  • Evandro Mateus de Oliveira França UNINASSAU
  • Roberta Rodrigues de Lemos Gitirana UNINASSAU

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.25104

Palavras-chave:

Neurobiologia. Transtorno do Espectro Autista. Modelos Biopsicossociais. Ciência, Tecnologia e Sociedade.

Resumo

O comportamento humano resulta de uma complexa relação entre fatores neurobiológicos e experiências vividas em ambientes sociais ao longo do tempo. No contexto do Transtorno do Espectro Autista – TEA, esse percurso neurobiológico é expresso na forma de como o indivíduo percebe, interpreta e responde ao mundo, o seu comportamento não é um desvio de conduta e sim uma forma diferente de manifestação. Esse estudo buscou ampliar a discussão sobre a influência dos mecanismos sociais na, expressão fenotípica e estigma racial no TEA, com ênfase nas implicações sociais e educacionais desse processo. A metodologia utilizada neste estudo foi uma revisão narrativa com pesquisa de fundamentação teórica realizada entre junho de 2025 e fevereiro de 2026. A coleta dos dados foi realizada em  bancos de dados como a SciElo, PubMed e BVS com periodicidade entre 2000 e 2025. Foi utilizada a estratégia PICo para construção da pergunta norteadora: Quais vertentes relacionam a universalidade biológica com a singularidade cultural do transtorno do espectro autista? Os  critérios  de  inclusão  foram  estudos  dos  últimos  25 anos,  estudos  no  idioma  inglês  ou português e espanhol, estudos completos e estudos em consonância com a finalidade de pesquisa e pergunta norteadora PICo. Os principais achados foram divididos em 5 breve vertentes: Desigualdades étnico raciais no acesso ao diagnóstico no Brasil; Ferramentas de rastreio e diagnóstico; Expressão Fenotípica e Construção do Estigma; Políticas públicas e inclusão escolar; e Autismo em territórios indígenas. Os estudos destacam que o diagnóstico de TEA enfrenta estigmas etico-raciais e identificam vários métodos complementares de diagnóstico, mas inacessíveis para uma grande parte do público-alvo. Além disso, revelam uma não aceitação da sociedade em relação aos fenótipos característicos do autismo, reforçam a importância dos profissionais da educação no processo social de crianças autistas e voltam o olhar para comunidades indígenas com presença de TEA. Conclui-se que, a influência da cultura sobre o TEA é significativa, pois crenças, valores e práticas sociais moldam a forma como os sinais e sintomas são externados e, clinicamente, interpretados por profissionais de saúde.

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Biografia do Autor

Matheus Fernando Gomes de Azevedo, UNINASSAU

Graduando em enfermagem, Centro Universitário Maurício de Nassau – UNINASSAU, Caruaru – PE.

Maria Luiza Santos Cavalcanti de Oliveira, UNINASSAU

Psicóloga, Centro Universitário Maurício de Nassau – UNINASSAU, Caruaru – PE.

Manoel Ribeiro da Silva Neto, UNINASSAU

Psicólogo especialista em Neuropsicologia Clínica pela ESUDA e Residente em Atenção Básica pela ASCES. Centro Universitário Maurício de Nassau – UNINASSAU, Caruaru – PE.

Evandro Mateus de Oliveira França, UNINASSAU

Psicólogo especialista em Ciências Políticas e Gestão Pública, Centro Universitário Maurício de Nassau – UNINASSAU, Caruaru – PE.

Roberta Rodrigues de Lemos Gitirana, UNINASSAU

Pós-doutorado em Neurogenética, Docente nos cursos de saúde da UNINASSAU, Caruaru – PE.

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Publicado

2026-08-12

Como Citar

Azevedo, M. F. G. de, Oliveira, M. L. S. C. de, Neto, M. R. da S., França, E. M. de O., & Gitirana, R. R. de L. (2026). UNIVERSALIDADE BIOLÓGICA E A SINGULARIDADE CULTURAL DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.25104