UNIVERSALIDADE BIOLÓGICA E A SINGULARIDADE CULTURAL DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.25104Palavras-chave:
Neurobiologia. Transtorno do Espectro Autista. Modelos Biopsicossociais. Ciência, Tecnologia e Sociedade.Resumo
O comportamento humano resulta de uma complexa relação entre fatores neurobiológicos e experiências vividas em ambientes sociais ao longo do tempo. No contexto do Transtorno do Espectro Autista – TEA, esse percurso neurobiológico é expresso na forma de como o indivíduo percebe, interpreta e responde ao mundo, o seu comportamento não é um desvio de conduta e sim uma forma diferente de manifestação. Esse estudo buscou ampliar a discussão sobre a influência dos mecanismos sociais na, expressão fenotípica e estigma racial no TEA, com ênfase nas implicações sociais e educacionais desse processo. A metodologia utilizada neste estudo foi uma revisão narrativa com pesquisa de fundamentação teórica realizada entre junho de 2025 e fevereiro de 2026. A coleta dos dados foi realizada em bancos de dados como a SciElo, PubMed e BVS com periodicidade entre 2000 e 2025. Foi utilizada a estratégia PICo para construção da pergunta norteadora: Quais vertentes relacionam a universalidade biológica com a singularidade cultural do transtorno do espectro autista? Os critérios de inclusão foram estudos dos últimos 25 anos, estudos no idioma inglês ou português e espanhol, estudos completos e estudos em consonância com a finalidade de pesquisa e pergunta norteadora PICo. Os principais achados foram divididos em 5 breve vertentes: Desigualdades étnico raciais no acesso ao diagnóstico no Brasil; Ferramentas de rastreio e diagnóstico; Expressão Fenotípica e Construção do Estigma; Políticas públicas e inclusão escolar; e Autismo em territórios indígenas. Os estudos destacam que o diagnóstico de TEA enfrenta estigmas etico-raciais e identificam vários métodos complementares de diagnóstico, mas inacessíveis para uma grande parte do público-alvo. Além disso, revelam uma não aceitação da sociedade em relação aos fenótipos característicos do autismo, reforçam a importância dos profissionais da educação no processo social de crianças autistas e voltam o olhar para comunidades indígenas com presença de TEA. Conclui-se que, a influência da cultura sobre o TEA é significativa, pois crenças, valores e práticas sociais moldam a forma como os sinais e sintomas são externados e, clinicamente, interpretados por profissionais de saúde.
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