IMPACTO DA DISFUNÇÃO MICROVASCULAR ASSOCIADA À HIPERTENSÃO E DIABETES NA PROGRESSÃO E SUAS REPERCUSSÕES SOCIOECONÔMICAS DA DOENÇA RENAL CRÔNICA: UMA ANÁLISE DE 10 ANOS NO ESTADO DO PARANÁ (2014–2024)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24445Palavras-chave:
Doença Renal Crônica. Disfunção Vascular. Saúde Pública.Resumo
A Doença Renal Crônica (DRC) é um crescente problema de saúde pública, de natureza progressiva e curso silencioso, com elevado impacto clínico, social e econômico. No Paraná, observa-se aumento na incidência, nas internações e nos custos hospitalares, associado ao avanço da hipertensão arterial sistêmica e do diabetes mellitus. Essas comorbidades são determinantes da disfunção microvascular, processo central na deterioração renal, que leva à fibrose intersticial, glomeruloesclerose e redução da taxa de filtração glomerular. Este estudo analisa a correlação entre disfunções vasculares e progressão da DRC com base em dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (2014–2024), do Censo Brasileiro de Diálise 2023 e das diretrizes KDIGO (2021–2024). A investigação integra mecanismos fisiopatológicos, comorbidades metabólicas e cardiovasculares e repercussões socioeconômicas na rede pública estadual. Os resultados destacam a necessidade de políticas voltadas à prevenção, ao rastreamento precoce — especialmente da microalbuminúria como marcador inicial — e ao controle rigoroso dos fatores de risco. Conclui-se que o fortalecimento da atenção primária e a organização da linha de cuidado nefrológica são essenciais para reduzir a morbimortalidade e os custos associados.
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