MANEJO DA ESQUIZOFRENIA RESISTENTE AO TRATAMENTO: EVIDÊNCIAS ATUAIS E PERSPECTIVAS CLÍNICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24326Palavras-chave:
Esquizofrenia. Antipsicóticos. Biomarcadores. Prognóstico.Resumo
Este estudo teve como objetivo analisar e sintetizar criticamente as evidências disponíveis na literatura acerca do manejo da esquizofrenia resistente ao tratamento, com ênfase nas estratégias farmacológicas e não farmacológicas, nos desafios relacionados à resistência à clozapina e nas perspectivas emergentes para a prática clínica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo e analítico, realizada a partir de busca na base de dados PubMed/MEDLINE, utilizando descritores relacionados à esquizofrenia resistente, clozapina, resistência terapêutica e estratégias de manejo. Foram incluídos estudos publicados em inglês, sem restrição temporal, priorizando revisões sistemáticas, meta-análises, ensaios clínicos randomizados, consensos e diretrizes. Os resultados evidenciaram que a esquizofrenia resistente acomete aproximadamente 20% a 30% dos pacientes, estando associada a maior gravidade clínica e pior prognóstico funcional. A clozapina permanece como tratamento de escolha, embora uma parcela significativa apresente resistência ao seu uso, demandando estratégias adicionais como otimização terapêutica, associações farmacológicas, intervenções psicossociais e eletroconvulsoterapia. Ademais, avanços em biomarcadores e ferramentas preditivas apontam para abordagens mais individualizadas no futuro. Conclui-se que o manejo da esquizofrenia resistente requer uma abordagem integrada, baseada em evidências, com necessidade de pesquisas adicionais que aprimorem a efetividade e a personalização do cuidado.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY