ACESSIBILIDADE NA EDUCAÇÃO DE ALUNOS AUTISTAS: DIÁLOGOS ENTRE TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL E ESTUDOS CRÍTICOS DO AUTISMO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24318Palavras-chave:
Estudos Críticos do Autismo. Singularidade. Teoria Histórico-Cultural.Resumo
O artigo examina o conceito de acessibilidade na educação básica, com foco na inclusão de alunos autistas, a partir do diálogo entre a Teoria Histórico-Cultural de Vigotski e os Estudos Críticos do Autismo. O objetivo do estudo é analisar como a acessibilidade educacional tem sido concebida na produção científica recente, problematizando abordagens centradas no déficit e em perspectivas biomédicas. Realizou-se uma revisão narrativa de literatura, com recorte temporal de 2020 a 2025, no Portal de Periódicos da CAPES. Os resultados indicam que a acessibilidade é compreendida como princípio político-pedagógico, articulado às dimensões jurídicas, institucionais, formativas e pedagógicas, extrapolando a noção restrita de eliminação de barreiras físicas. Emergiram quatro eixos temáticos centrais: acessibilidade como direito, ampliação de suas dimensões, formação docente como condição de efetivação e acessibilidade como experiência social e coletiva. A discussão evidencia convergências entre os referenciais teóricos adotados, ao deslocar o foco do indivíduo para a reorganização do meio e das mediações pedagógicas. Conclui-se que a acessibilidade deve ser concebida como categoria ética, política e relacional, fundamental para a construção de práticas inclusivas que reconheçam o autismo como expressão legítima da diversidade humana e promovam condições reais de participação, aprendizagem e desenvolvimento no contexto escolar.
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