ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA ANÁLISE CRÍTICA DO CURRÍCULO DE CASCAVEL - PR (2008–2020) À LUZ DA REESTRUTURAÇÃO PÓS-BNCC v
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24175Palavras-chave:
Ensino de Ciências. Política curricular. Educação pública. Pedagogia histórico-crítica.Resumo
As concepções e orientações relativas à alfabetização científica expressas nas versões de 2008 e 2020 do Currículo da Educação Infantil do Município de Cascavel (PR) evidenciam transformações significativas na compreensão do ensino de Ciências na primeira infância. A análise insere-se no campo da Educação em Ciências e fundamenta-se na pedagogia histórico-crítica, compreendendo o currículo como um movimento político, social e cultural articulado à função social da escola e do conhecimento. Neste sentido, esta pesquisa caracteriza-se como uma investigação qualitativa, de natureza documental e analítico-comparativa, que examina criticamente ambos os documentos curriculares em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Os resultados indicam que o currículo de 2008 não apresenta o termo nem o conceito de alfabetização científica, enquanto a versão de 2020 passa a incorporá-lo, tanto no objetivo geral do componente de Ciências quanto nos encaminhamentos teórico-metodológicos. Embora essa inclusão represente um avanço no reconhecimento da temática, observa-se a ausência de aprofundamento epistemológico e de uma definição mais precisa do papel do professor na mediação do conhecimento científico. Nessa perspectiva, a efetiva consolidação da alfabetização científica na Educação Infantil requer domínio conceitual e intencionalidade pedagógica, de modo que o ensino de Ciências se configure como um meio para a formação omnilateral das crianças.
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