SÍNDROME DE ALPORT: DESAFIOS NA ABORDAGEM DIAGNÓSTICA E TERAPÊUTICA

Autores

  • João Victor Falcão Batista Universidade Nove de Julho
  • Tais Perondi Garrido Universidade Metropolitana de Santos
  • Maria Clara Cristino Messenberg Universidade Metropolitana de Santos
  • Yasmin Rahal Universidade Anhembi Morumbi
  • Natalya D`Avila Cordeiro Martins de Souza Universidade Nove de Julho
  • Luís Thadeu Rebouças Santos Universidade Federal do Maranhão
  • Lucas Levi Gonçalves Sobral Centro de Ensino São Lucas
  • Ruben Enrique Flores Mamani Universidade de Gurupi
  • Mário Marven Moreira de Carvalho Universidade Federal do Ceará
  • Hugo Bartolomeu Mesquita da Silva Universidade Federal do Maranhão

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v11i12.23646

Palavras-chave:

Síndrome de Alport. Diagnóstico genético. Nefropatia hereditária.

Resumo

A Síndrome de Alport é uma doença genética hereditária caracterizada por nefropatia progressiva, perda auditiva neurossensorial e alterações oculares, decorrente de mutações nos genes responsáveis pela síntese do colágeno tipo IV, componente essencial da membrana basal glomerular. A heterogeneidade genética e fenotípica da síndrome, associada aos diferentes padrões de herança, impõe desafios significativos ao diagnóstico precoce e à condução terapêutica. Esta revisão narrativa teve como objetivo analisar criticamente os principais desafios na abordagem diagnóstica e terapêutica da Síndrome de Alport, à luz das evidências científicas disponíveis. A busca bibliográfica foi realizada em bases de dados nacionais e internacionais, contemplando estudos que abordaram aspectos fisiopatológicos, clínicos, diagnósticos e terapêuticos da doença. Os resultados evidenciam que a hematúria persistente constitui a manifestação inicial mais frequente, enquanto o diagnóstico molecular emerge como ferramenta fundamental para confirmação diagnóstica, estratificação prognóstica e aconselhamento genético. No âmbito terapêutico, o uso precoce de bloqueadores do sistema renina-angiotensina-aldosterona mostra-se eficaz na redução da proteinúria e no retardo da progressão da doença renal, embora não exista tratamento curativo específico. Conclui-se que o diagnóstico precoce, aliado a estratégias terapêuticas individualizadas e ao desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas, é essencial para a melhoria dos desfechos clínicos e da qualidade de vida dos pacientes com Síndrome de Alport.

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Publicado

2025-12-30

Como Citar

Batista, J. V. F., Garrido, T. P., Messenberg, M. C. C., Rahal, Y., Souza, N. D. C. M. de, Santos, L. T. R., … Silva, H. B. M. da. (2025). SÍNDROME DE ALPORT: DESAFIOS NA ABORDAGEM DIAGNÓSTICA E TERAPÊUTICA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 11(12), 7419–7427. https://doi.org/10.51891/rease.v11i12.23646