CIRURGIA PLÁSTICA GENITAL FEMININA: QUANDO O DESEJO ESTÉTICO SUPERA A INDICAÇÃO TERAPÊUTICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v11i10.21693

Palavras-chave:

Cirurgia plástica. Genital. Feminina.

Resumo

Este resumo tem como objetivo revisar a literatura mais recente e atual acerca do crescimento e difusão da cirurgia plástica genital feminina (CPGF) somente para fins estéticos e desconsiderando a importância da indicação clínica. O presente estudo tem como objetivo revisar criticamente a literatura recente acerca da expansão e da popularização da cirurgia plástica genital feminina (CPGF) quando realizada unicamente para fins estéticos, desvinculada de indicações clínicas formais. Tal prática tem se consolidado decorrente de preocupações funcionais, sexuais e relacionadas à aparência, uma vez que o acesso à informação tem sido cada vez mais facilitado pelo uso crescente da Internet e suas redes sociais, favorecendo um contato e influência maiores à padrões estéticos, tanto do corpo físico quanto da genitália. Estudos revelam que a recente implementação desta prática cirúrgica somado ao amplo público interessado, sendo este predominantemente de jovens adultas, juntamente importantes lacunas metodológicas e ausência de padronização técnica, o que eleva o risco da CPGF e compromete a reprodutibilidade de seus resultados. Ademais, a cirurgia íntima voltada à reparação anatômica e funcional de sequelas decorrentes da mutilação genital feminina — prática tradicional de determinados grupos étnicos — não se insere no escopo desta revisão, por possuir indicação terapêutica legítima e finalidade restauradora. Conclui-se que a CPGF, quando motivada exclusivamente por razões estéticas, representa um fenômeno de crescente medicalização da aparência, no qual características fisiológicas são interpretadas como defeitos a serem corrigidos. Essa lógica desloca o foco do cuidado em saúde, transformando-o em instrumento de conformidade estética e aprovação social, o que exige reflexão ética, crítica e interdisciplinar sobre os limites entre autonomia corporal, influência cultural e prática médica responsável.

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Biografia do Autor

  • Luíza Tito Lessa, University of Vassouras

    Discente da Universidade de Vassouras.

  • Beatriz Orlando Nicoletti, University of Vassouras

    Discente da Universidade de Vassouras.

  • Fernanda Nobre Nahoum Medeiros Pozzato, University of Vassouras

    Discente da Universidade de Vassouras.

  • Gabrielle de Sena Martins, University of Vassouras

    Discente da Universidade de Vassouras.

  • Isabella Luques Araújo Teixeira, University of Vassouras

    Discente da  Universidade de Vassouras.

  • Aline Trovão Queiroz, University of Vassouras

    Docente do curso de Medicina da Universidade de Vassouras, Pós-graduada em Cirurgia Bariátrica, Universidade de Vassouras. 

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Lessa, L. T., Nicoletti, B. O., Pozzato, F. N. N. M., Martins, G. de S., Teixeira, I. L. A., & Queiroz, A. T. (2025). CIRURGIA PLÁSTICA GENITAL FEMININA: QUANDO O DESEJO ESTÉTICO SUPERA A INDICAÇÃO TERAPÊUTICA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 11(10), 4276-4288. https://doi.org/10.51891/rease.v11i10.21693

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