ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA MORTALIDADE POR ESQUISTOSSOMOSE EM DIFERENTES NÍVEIS DE ESCOLARIDADE NO BRASIL DE 2013 A 2023
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v10i12.17551Palavras-chave:
Esquistossomose. Mortalidade. Escolaridade.Resumo
A análise epidemiológica da mortalidade por esquistossomose no Brasil entre 2013 e 2023 revelou um forte impacto da desigualdade educacional nos desfechos da doença. Embora avanços significativos tenham sido feitos em termos de tratamento, com 60,527% dos casos resultando em cura, a prevalência e mortalidade permanecem altas em populações com menor escolaridade. Indivíduos analfabetos apresentaram maior taxa de óbitos (8,59%), em contraste com os níveis educacionais mais elevados, como ensino médio (0,475%) e superior completo (0,446%). Essa disparidade reflete o papel da educação no acesso à informação, adesão ao tratamento e adoção de medidas preventivas. A prevalência da esquistossomose foi mais acentuada em regiões de menor desenvolvimento socioeconômico, como o Nordeste, que concentra a maioria dos casos no país. Além disso, os custos associados à doença são elevados, abrangendo diagnósticos, tratamentos, transporte e perda de produtividade, impactando significativamente a saúde pública. O estudo destaca a importância de políticas públicas voltadas à educação, saneamento básico e inclusão de programas de saúde escolar. A integração dessas medidas pode reduzir tanto a prevalência quanto a mortalidade da esquistossomose, promovendo maior equidade no tratamento e conscientização sobre a doença, especialmente entre populações vulneráveis.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY