OS EFEITOS COLATERAIS ASSOCIADOS AO USO ABUSIVO DE DESCONGESTIONANTES NASAIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v10i12.17529Palavras-chave:
Descongestionantes nasais. Efeitos colaterais. Automedicação. Farmacêutico. Educação em saúde.Resumo
O uso de descongestionantes nasais é comum para aliviar sintomas de congestão nasal, mas o uso prolongado e inadequado pode gerar efeitos colaterais graves. A automedicação e falta de orientação médica agravam o problema. O objetivo é elucidar os principais efeitos colaterais associados ao uso abusivo de descongestionantes nasais e destacar a importância da orientação farmacêutica. Revisão narrativa da literatura, com busca em bases de dados científicas (Google Acadêmico, PubMed, SciELO) entre 2001 e 2023. Foram selecionados estudos sobre efeitos colaterais, automedicação e intervenção farmacêutica. Os resultados dos principais efeitos colaterais identificados foram: rinite medicamentosa, dependência, hipertensão, taquicardia e irritação nasal. O problema central é a redução prolongada do fluxo sanguíneo para a mucosa nasal, resultando em desconforto, ressecamento e, em casos mais graves, atrofia dos tecidos. Esse quadro prejudica a capacidade regenerativa da mucosa, tornando-a mais suscetível a infecções e sangramentos. Embora sejam amplamente utilizados para aliviar sintomas de gripes, resfriados, rinite alérgica e sinusite, esses medicamentos oferecem apenas um alívio temporário e não tratam as causas subjacentes. A automedicação foi um fator agravante. A orientação farmacêutica se mostrou essencial para prevenir complicações. Conclui-se que o uso abusivo de descongestionantes nasais pode gerar efeitos colaterais graves. A educação em saúde e orientação farmacêutica são fundamentais para prevenir complicações e promover o uso racional desses medicamentos. É necessário reforçar a conscientização sobre os riscos da automedicação.
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