RISCOS OCUPACIONAIS NO PRONTO-SOCORRO: VIVÊNCIAS DE UMA ESTUDANTE DE ENFERMAGEM
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30079Palavras-chave:
Enfermagem. Riscos ocupacionais. Serviços de emergência. Segurança do trabalhador. Segurança do paciente.Resumo
Em um pronto-socorro o enfermeiro está exposto a diversos riscos ocupacionais, agravados pelo alto volume de atendimentos e pelo ritmo intenso característico desses setores. Este estudo objetivou relatar a experiência de uma estudante de enfermagem em um pronto-socorro, com o objetivo de identificar os principais riscos laborais enfrentados pela equipe e as práticas de segurança adotadas no cotidiano assistencial. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem descritiva e qualitativa, construído a partir de vivências entre dezembro de 2025 e março de 2026, em um hospital universitário, com participação em procedimentos assistenciais e acompanhamento da rotina da equipe de enfermagem. A convivência permitiu perceber como os riscos biológicos, ergonômicos, físicos, químicos, psicossociais e de acidentes fazem parte da realidade do setor. Observou-se também que a percepção dos riscos variava conforme o contexto assistencial, sendo maior em situações de pacientes em isolamento por contato e reduzida em atividades rotineiras, favorecendo práticas inseguras. Conclui-se que os riscos ocupacionais estão relacionados às condições organizacionais e à dinâmica do serviço, reforçando a importância do dimensionamento adequado de pessoal, da educação continuada em saúde e do fortalecimento da cultura de segurança para reduzir riscos e qualificar a assistência.
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