MORTALIDADE POR OTITE MÉDIA SUPURATIVA E AS NÃO ESPECIFICADAS NO BRASIL: ANÁLISE SEGUNDO SEXO E FAIXA ETÁRIA, 2016-2025
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30061Palavras-chave:
Otite média supurativa. Mortalidade. Sistemas de informação em saúde. Epidemiologia.Resumo
Objetivo: analisar a distribuição temporal dos óbitos por otite média supurativa e as não especificadas (CID-10 H66) no Brasil, segundo sexo e faixa etária, entre 2016 e 2025. Métodos: estudo ecológico, descritivo, de série temporal, baseado em dados agregados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Calcularam-se frequências absolutas, proporções e variação percentual anual; não foram estimadas taxas, pela ausência de denominadores populacionais nas tabelas analisadas. Resultados: registraram-se 1.017 óbitos, com média anual de 101,7. O menor número ocorreu em 2020 (67) e o maior em 2024 (164). Houve discreto predomínio masculino (523; 51,4%), embora as mulheres tenham concentrado mais óbitos em 2023 e 2024. Pessoas com 50 anos ou mais representaram 55,5% dos registros, e a faixa de 80 anos ou mais apresentou o maior total (148; 14,6%). Conclusão: a mortalidade foi rara em termos absolutos, porém mostrou concentração em idades avançadas e crescimento acentuado após 2021, com pico em 2024. Os achados reforçam a necessidade de vigilância, acesso oportuno à atenção otológica e interpretação cautelosa das oscilações, especialmente no período pandêmico e no ano mais recente.
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