AUTOMEDICAÇÃO E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE DA POPULAÇÃO: UMA ABORDAGEM DE SAÚDE COLETIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30001Palavras-chave:
Saúde Coletiva. Automedicação. Educação em saúde.Resumo
Esse artigo buscou analisar os impactos da automedicação na saúde da população, considerando os principais fatores associados, riscos e repercussões dessa prática no contexto da Saúde Coletiva. Trata-se de uma revisão integrativa e descritiva sobre a automedicação e seus impactos na saúde, utilizando a estratégia PICO e as bases PubMed, SciELO e BVS. Foram incluídos artigos completos publicados entre 2021 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol, totalizando 210 estudos identificados e 14 selecionados. A pesquisa utilizou dados secundários de acesso público, não envolvendo participantes humanos ou necessidade de aprovação ética. A análise de 14 estudos evidenciou que a automedicação é frequente em diferentes populações e contextos, com prevalências variadas e influenciada por fatores sociais, econômicos e individuais. Os medicamentos mais utilizados incluíram analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos, destacando-se riscos como efeitos adversos, interações, intoxicações e resistência antimicrobiana. Os achados reforçam que a automedicação constitui um importante problema de Saúde Coletiva e requer ações de educação em saúde, orientação profissional e promoção do uso racional de medicamentos. A automedicação mostrou-se frequente e associada a efeitos adversos, interações, intoxicações e uso inadequado de medicamentos, sendo influenciada por fatores sociais, econômicos e pelo acesso aos serviços de saúde.
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