SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE: FATORES DE RISCO, ESGOTAMENTO PROFISSIONAL E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29642Palavras-chave:
Saúde Mental. Esgotamento Profissional. Pessoal de Saúde.Resumo
Este artigo analisa a saúde mental dos profissionais da saúde, com ênfase nos fatores psicossociais de risco, no esgotamento profissional e nas estratégias de prevenção aplicáveis aos serviços de saúde. Realizou-se revisão narrativa com busca estruturada, atualizada até agosto de 2026, em PubMed/MEDLINE e SciELO, complementada por documentos da Organização Mundial da Saúde e de órgãos oficiais brasileiros. As evidências mostram que sobrecarga, jornadas prolongadas, trabalho em turnos, baixa autonomia, insuficiência de pessoal, violência, assédio, conflitos éticos e suporte organizacional deficiente se associam a pior saúde mental. O burnout deve ser compreendido como fenômeno ocupacional decorrente de estresse crônico de trabalho mal manejado, e não como sinônimo de depressão ou ansiedade, embora possa coexistir com esses quadros. Estudos recentes também relacionam o esgotamento à intenção de deixar o emprego, ao absenteísmo e a piores indicadores de segurança e qualidade assistencial. Conclui-se que a prevenção mais consistente combina mudanças organizacionais, gestão participativa dos riscos psicossociais, apoio de lideranças, acesso confidencial a cuidado em saúde mental e intervenções individuais como complemento, e não substituto, de condições de trabalho adequadas.
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