DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR NA POPULAÇÃO: PREVALÊNCIA, FATORES ASSOCIADOS E IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE COLETIVA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29545

Palavras-chave:

Transtornos da Articulação Temporomandibular. Saúde Pública. Dor Facial. Prevalência. Atenção Primária à Saúde.

Resumo

A Disfunção Temporomandibular (DTM) configura-se como um grave problema de saúde pública, cuja prevalência global atinge 34%, com picos endêmicos alarmantes de 47% na América do Sul e de 13,4% na população adulta do Sul do Brasil, afetando predominantemente mulheres na faixa etária economicamente ativa. Esta revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as diretrizes PRISMA, objetivou sintetizar as evidências sobre a magnitude epidemiológica, a complexidade etiológica e as implicações da DTM para a Saúde Coletiva, visando subsidiar a estruturação das linhas de cuidado. A análise crítica de grandes inquéritos de base populacional, revisões sistemáticas e coortes refuta o modelo biomédico tradicional centrado exclusivamente na oclusão dentária, consolidando uma etiologia intrinsecamente biopsicossocial e sistêmica. Evidências robustas apontam que o sofrimento psíquico (ansiedade e depressão), a má qualidade do sono, os microtraumas parafuncionais e as deficiências metabólicas, notadamente a hipovitaminose D (níveis séricos < 20 ng/mL), atuam como fortes preditores de risco e cronificação da dor. O profundo impacto negativo na Qualidade de Vida Relacionada à Saúde Bucal é frequentemente agravado por iatrogenias e falhas no diagnóstico diferencial entre dores miofasciais e neuropáticas. Conclui-se que o enfrentamento dessa epidemia silenciosa exige a superação da assistência uniprofissional fragmentada. A implementação de caminhos unificados de cuidado (unified care pathways) fundamentados em uma matriz a partir da Atenção Primária é imperativa para promover a integralidade do cuidado, evitar intervenções irreversíveis desnecessárias e reduzir a severa sobrecarga socioeconômica imposta aos sistemas de saúde.

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Biografia do Autor

Mateus Ícaro dos Santos Costa

Bacharel em Odontologia.

Mariana Ventura Chaves Fernandes, Universidade de Salamanca

Médica dentista, mestre em Medicina Dentária e doutoranda na Universidade de Salamanca, dedica-se à saúde pública oral, coordenando o projeto comunitário "Comer Bem Sorrir Melhor", que abrange milhares de crianças na região de Viseu. Membro do Conselho Geral da Ordem dos Médicos Dentistas e integrante do grupo de trabalho de Saúde Pública.

Luana Kellyne Rocha da Costa

Cirurgiã-dentista, Pós-graduanda em Periodontia e Implantodontia.

Erika Sayuri Murakami, UNIFESP

Cirurgiã-dentista. Especialização em Prótese Dentária - ABO Osasco/SP - FACSETE. Especialização em Ortodontia - Universidade Brasil/SP. Pós-graduação em Tratamento de DTM - FOUSP. Pós-graduação em Medicina. Pós-graduação em Tratamento Endocanabinoide pela WeCann Academy International e Uso Terapêutico da Cannabis sativa L. pela UNIFESP.

Ramylle Aryelle Chaves Ferreira

Discente de graduação em Odontologia.

Deise Taís Tatsch, Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Graduada em Odontologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Possui especialização lato sensu, na modalidade residência, pela Residência Integrada em Saúde – Programa de Atenção Básica. Especializanda no Curso de Especialização em Equidade na Gestão do Trabalho e da Educação no Sistema Único de Saúde.

Elisabeth Aline de Melo Gomes Soares Dias, UFPB

Cirurgiã-dentista, Doutora pela UFPB em Ciências Odontológicas.

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Publicado

2026-08-14

Como Citar

Costa, M. Ícaro dos S., Fernandes, M. V. C., Costa, L. K. R. da, Murakami, E. S., Ferreira, R. A. C., Tatsch, D. T., & Dias, E. A. de M. G. S. (2026). DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR NA POPULAÇÃO: PREVALÊNCIA, FATORES ASSOCIADOS E IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE COLETIVA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–27. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29545