CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA APICAL (SÍNDROME DE YAMAGUCHI): REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29503Palavras-chave:
Cardiomiopatia Hipertrófica. Síndrome de Yamaguchi. Cardiomiopatia Hipertrófica Apical. Ressonância Magnética Cardíaca. Morte Súbita Cardíaca.Resumo
Este artigo teve como objetivo revisar de forma narrativa a literatura científica disponível sobre a cardiomiopatia hipertrófica apical (CMHA), também conhecida como síndrome de Yamaguchi, abordando epidemiologia, fisiopatologia, quadro clínico, métodos diagnósticos, complicações, tratamento e prognóstico. Realizou-se revisão narrativa da literatura nas bases PubMed/MEDLINE e SciELO e em diretrizes de sociedades de cardiologia, sem restrição de data, priorizando estudos originais, séries de casos, revisões e diretrizes relevantes, com inclusão de 30 estudos e documentos de referência. A CMHA foi descrita inicialmente no Japão, com prevalência estimada entre 15% e 25% dos casos de cardiomiopatia hipertrófica em populações asiáticas, contra 1% a 10% em populações não asiáticas. O diagnóstico apoia-se em eletrocardiograma, com ondas T gigantes invertidas, ecocardiografia, com configuração em “naipe de espadas”, e ressonância magnética cardíaca, considerada o método mais sensível. Complicações relevantes incluem aneurisma apical, fibrilação atrial e morte súbita cardíaca, embora o curso seja frequentemente mais benigno que o das demais formas de cardiomiopatia hipertrófica. Concluiu-se que a CMHA permanece subdiagnosticada em razão da apresentação clínica inespecífica e das limitações da ecocardiografia convencional, sendo o reconhecimento precoce, apoiado por imagem multimodal, essencial para a estratificação de risco e o acompanhamento longitudinal adequado.
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