NEUROCIÊNCIA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS PARA O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E SOCIOEMOCIONAL NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29299Palavras-chave:
Neurociência. Educação inclusiva. Transtorno do espectro autista. Desenvolvimento cognitivo. Desenvolvimento socioemocional.Resumo
A crescente prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem ampliado os debates sobre práticas educacionais inclusivas fundamentadas em evidências científicas. Nesse contexto, a aproximação entre neurociência e educação emerge como um campo promissor para compreender os processos de aprendizagem e desenvolvimento de estudantes com TEA no ambiente escolar. Esse artigo tem como objetivo analisar, com base na literatura científica contemporânea, as contribuições da neurociência para o desenvolvimento cognitivo e socioemocional de indivíduos com Transtorno do Espectro Autista no contexto da educação inclusiva. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica sistematizada em bases científicas nacionais e internacionais. A análise dos estudos selecionados identificou categorias relacionadas à plasticidade cerebral, aprendizagem mediada, regulação emocional e estratégias pedagógicas baseadas em evidências. Os resultados indicam que intervenções educacionais fundamentadas em conhecimentos neurocientíficos contribuem para a promoção de habilidades cognitivas, sociais e emocionais em estudantes com TEA, favorecendo processos de aprendizagem mais significativos e inclusivos. Conclui-se que a integração entre neurociência e educação constitui importante referencial para o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais eficazes na educação inclusiva, além de evidenciar a necessidade de formação docente especializada e ampliação de pesquisas interdisciplinares na área.
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