INCLUSÃO SEM COMUNICAÇÃO: OS LIMITES DA PRÁTICA PEDAGÓGICA COM ALUNOS SURDOS NÃO ALFABETIZADOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29034Palavras-chave:
Inclusão Escolar. Surdos. Libras. Prática pedagógica.Resumo
Este artigo discute os limites da prática pedagógica diante da inclusão de alunos não alfabetizados em escolas regulares, especialmente quando o estudante é o único surdo da instituição. O estudo problematiza as dificuldades de comunicação, a ausência da Libras como primeira língua, a carência de profissionais especializados e os desafios enfrentados pelos docentes no processo de ensino-aprendizagem. Fundamenta-se em autores como Skliar, Quadros, Mantoan e Lodi, além da legislação brasileira voltada à educação inclusiva e à educação bilíngue para surdos. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, baseada em livros, artigos científicos e documentos legais. Os resultados demonstram que a simples matrícula do aluno na escola regular não garante inclusão efetiva, sobretudo quando não há acessibilidade linguística e metodologias adequadas. Observou-se que muitos estudantes permanecem excluídos das interações pedagógicas e sociais, comprometendo seu desenvolvimento cognitivo e emocional. Conclui-se que a inclusão escolar exige políticas públicas consistentes, formação continuada de professores, presença de intérpretes e valorização da Libras como elemento central da aprendizagem. Dessa forma, a escola poderá promover uma educação verdadeiramente inclusiva, democrática e humanizada.
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