CIRURGIA REVISIONAL BARIÁTRICA POR REGANHO DE PESO APÓS BYPASS GÁSTRICO E GASTRECTOMIA VERTICAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28965Palavras-chave:
Cirurgia revisional. Bypass gástrico. Gastrectomia vertical. Reganho de peso. Obesidade.Resumo
A obesidade é uma condição de alta prevalência, associada a comorbidades e mortalidade. As cirurgias bariátricas são eficazes no seu manejo, destacando-se o bypass gástrico em Y de Roux (RYGB) e a gastrectomia vertical (GV). No entanto, em até 50% dos casos ocorre reganho de peso ou falha terapêutica a médio e longo prazo, exigindo cirurgias revisionais. O presente estudo é uma revisão baseada em 16 artigos (PubMed e SciELO) via metodologia PRISMA. Foram avaliadas técnicas revisionais pós-falha ou reganho, como o bypass duodeno-ileal de anastomose única (SADI-S), o bypass gástrico de anastomose única (OAGB) e a redução transoral endoscópica (eTOR). O reganho decorre de fatores como dilatação do estoma no RYGB e falhas no estilo de vida após GV. Técnicas disabsortivas, como SADI-S, promovem perda ponderal adicional significativa, mas elevam o risco de deficiências nutricionais. A OAGB é mais simples, porém apresenta eficácia inferior ao SADI-S na reversão do reganho. A técnica eTOR é menos invasiva e eficaz no reganho inicial do RYGB. A escolha do procedimento revisional deve ser individualizada, considerando complicações e metas. O acompanhamento multidisciplinar é indispensável para o sucesso. Em suma, o SADI-S e o OAGB oferecem benefícios notáveis para pacientes que necessitam de maior perda de peso e controle metabólico após falha da cirurgia primária.
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