ANÁLISE TEMPORAL E DE FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS DA MORTALIDADE POR NEOPLASIAS NO BRASIL, 2018–2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28864Palavras-chave:
Neoplasias. Mortalidade. Epidemiologia. Análise Espacial. Brasil.Resumo
Objetivo: Analisar a distribuição espacial e a tendência temporal da mortalidade por neoplasias no Brasil, segundo características sociodemográficas, regiões, Unidades da Federação e principais localizações anatômicas, no período de 2018 a 2024. Métodos: Estudo epidemiológico, ecológico, descritivo e retrospectivo, de abordagem quantitativa, realizado com dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram incluídos todos os óbitos por neoplasias malignas (CID-10: C00–C97) ocorridos no Brasil entre 2018 e 2024. As variáveis analisadas compreenderam região e Unidade da Federação de residência, sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade e localização primária da neoplasia. Realizou-se análise descritiva por frequências absolutas e relativas, além de regressão linear simples para avaliação da tendência temporal, considerando nível de significância de 5%. Resultados: Foram registrados 1.692.217 óbitos por neoplasias no Brasil entre 2018 e 2024. A região Sudeste concentrou o maior número de óbitos (46,6%), seguida pelas regiões Nordeste (22,5%) e Sul (18,9%), destacando-se São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro entre as Unidades da Federação. Observou-se tendência crescente da mortalidade em todas as regiões brasileiras, com maiores incrementos percentuais nas regiões Norte e Centro-Oeste. Houve aumento significativo em ambos os sexos, mais acentuado entre as mulheres, e crescimento da mortalidade a partir dos 25 anos, principalmente nas faixas de 65 anos ou mais. Também foram observadas tendências crescentes segundo raça/cor e entre indivíduos com maior escolaridade. O câncer de pulmão apresentou o maior número de óbitos, seguido pelos cânceres de mama, próstata, estômago e cólon. Considerações finais: A mortalidade por neoplasias apresentou crescimento no Brasil durante o período analisado, com importantes desigualdades regionais e sociodemográficas. Os achados reforçam a necessidade de fortalecer ações de prevenção, diagnóstico precoce e acesso oportuno ao tratamento oncológico, contribuindo para o planejamento de políticas públicas direcionadas às regiões e grupos populacionais mais vulneráveis.
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