FRATURAS DE FÊMUR PROXIMAL EM IDOSOS: IMPACTO DA LOCALIZAÇÃO ANATÔMICA E DAS COMORBIDADES PRÉ-EXISTENTES NOS DESFECHOS CLÍNICOS EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO DO OESTE DO PARANÁ (2020-2025)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28765Palavras-chave:
Fratura de fêmur proximal. Idosos. Comorbidades. Mortalidade. Ortopedia geriátrica.Resumo
Esse artigo buscou analisar a associação entre a localização anatômica das fraturas de fêmur proximal (FFP), as comorbidades pré-existentes e os desfechos clínicos de pacientes idosos atendidos em um hospital terciário do Oeste do Paraná. Trata-se de estudo observacional, retrospectivo, descritivo e analítico, com abordagem quantitativa, baseado em levantamento retrospectivo de prontuários de pacientes com 60 anos ou mais, internados com FFP entre 2020 e 2025. Foram analisados o perfil epidemiológico, a classificação das fraturas quanto à localização (colo femoral, transtrocanteriana e subtrocanteriana), as comorbidades mais prevalentes — como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2 e doenças neurológicas — e sua correlação com mortalidade, tempo de internação, complicações e modalidades de tratamento. Os resultados evidenciaram diferenças relevantes entre os tipos de fratura quanto à estabilidade, ao risco cirúrgico e ao prognóstico, destacando grupos mais vulneráveis dentro da população idosa estudada. Conclui-se que a identificação desses padrões pode subsidiar práticas clínicas direcionadas, otimizar o manejo cirúrgico, orientar programas de reabilitação precoce e contribuir para políticas de atenção integral à saúde do idoso, reduzindo a morbimortalidade associada às FFP.
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