MÚSICA, MEMÓRIA E IDENTIDADE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28764Palavras-chave:
Musicoterapia. Doença de Alzheimer. Neuropsicologia.Resumo
O presente estudo investiga a eficácia da musicoterapia como intervenção clínica neuropsicológica no manejo da Doença de Alzheimer (DA), com foco na preservação da memória e na manutenção da identidade do paciente. Por meio de uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa, a pesquisa analisa como estímulos sonoros, ao serem integrados à prática clínica, atuam como facilitadores da plasticidade neural e do resgate de memórias autobiográficas. A fundamentação teórica baseia-se na interação entre sistemas cognitivos e emocionais, destacando a preservação funcional do córtex pré-frontal medial diante da neurodegeneração. Os resultados apontam que a musicoterapia dividida em modalidades ativa e passiva contribui significativamente para a redução de sintomas neuropsiquiátricos, como ansiedade e agitação, além de fortalecer o senso de continuidade identitária através do uso de repertórios vinculados ao reminiscence bump. Conclui-se que a música, quando utilizada como ferramenta estratégica pelo neuropsicólogo, transcende o caráter recreativo, configurando-se como um recurso essencial para a humanização do cuidado, a promoção do bem-estar e a preservação da dignidade humana frente ao declínio cognitivo progressivo.
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