BENEFÍCIOS DA ABORDAGEM MULTIMODAL NO TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28761Palavras-chave:
Endometriose. Dor Pélvica. Qualidade de Vida.Resumo
Introdução: a endometriose é uma doença inflamatória crônica, estrogênio-dependente, caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina e associada a dor pélvica, dismenorreia, dispareunia, infertilidade, alterações intestinais e urinárias, prejuízo funcional e impacto psicossocial. A complexidade dos sintomas favorece abordagens multimodais que integram tratamento médico, cirúrgico, fisioterapêutico, psicológico e educação em dor. Objetivo: analisar benefícios da abordagem multimodal no tratamento da endometriose entre 2021 e 2026. Metodologia: revisão sistemática rápida, qualitativa e descritiva, orientada pelo PRISMA 2020, com busca nas bases PubMed, BVS e SciELO, utilizando descritores DeCS/BVS relacionados a endometriose, dor pélvica, qualidade de vida, modalidades de fisioterapia e terapêutica. Resultados: foram selecionados seis estudos, incluindo ensaio clínico randomizado, revisões sistemáticas, revisão clínica e proposta de algoritmo. Os estudos indicaram melhora de dor, função, qualidade de vida, componentes musculoesqueléticos, saúde mental e adesão quando o cuidado ultrapassa o modelo exclusivamente hormonal ou cirúrgico. Conclusão: a abordagem multimodal é benéfica por reconhecer a endometriose como condição biopsicossocial, crônica e multifatorial, exigindo integração entre ginecologia, fisioterapia, psicologia, manejo farmacológico, cirurgia quando indicada e autocuidado orientado.
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